Bitcoin Cai Abaixo de US$ 65 Mil Pressionado por Novas Tarifas dos EUA e Tensões Geopolíticas

O Bitcoin caiu para 65 mil doletas, com novas tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio. Entenda o impacto nas criptomoedas e como proteger sua carteira.

Cezar Pimentel

2/25/20262 min ler

Se você abriu o aplicativo da sua corretora nesta semana de fevereiro e tomou um susto ao ver o Bitcoin caindo para a casa dos US$ 64 mil, respire fundo. Você não foi o único.

Desde que bateu o seu recorde histórico de quase US$ 126 mil no ano passado, a principal criptomoeda do mundo vem passando por um forte teste de resistência. Mas a queda brusca que vimos agora não tem nada a ver com o Bitcoin em si. O problema é lá fora, no mundo real. Vamos entender, sem complicação, o que está empurrando o preço para baixo.

A Novela das Tarifas Americanas

O principal culpado por essa montanha-russa recente atende pelo nome de Donald Trump e o seu pacote de tarifas globais.

Aconteceu o seguinte: o governo dos EUA havia criado impostos pesados sobre produtos que entram no país. O mercado global não gostou, mas se ajustou. Porém, a Suprema Corte americana entrou na jogada e derrubou essas tarifas, dizendo que Trump havia passado dos limites legais.

O que o Presidente fez? Menos de 24 horas depois, anunciou um novo pacote de tarifas de 15% para o mundo todo, ameaçando punir os países que tentassem "dar de espertos" com a decisão do tribunal.

Isso gerou um caos geral. A incerteza tomou conta dos investidores do mundo inteiro. E quando o mercado financeiro entra em pânico e não sabe o que vai acontecer com a economia, a primeira coisa que os grandes fundos fazem é vender os seus ativos mais "arriscados" para colocar o dinheiro num porto seguro (como o ouro, por exemplo). Como o Bitcoin é visto por muitos institucionais como um ativo de risco, ele sofre primeiro.

Tensões Geopolíticas: O Clima Pesado

Como se a confusão dos impostos não bastasse, o clima no cenário internacional não ajuda. As tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã voltaram a aumentar o nervosismo global.

Sempre que há medo de conflitos ou guerras comerciais, os investidores fogem do risco. É um movimento padrão que sempre abordamos quando falamos das Notícias de Mercado: Impacto da Selic, inflação e cenário econômico no bolso do investidor. O dinheiro é covarde: ao menor sinal de confusão, ele corre para baixo do colchão.

O Que Fazer Agora?

A palavra de ordem é: não entre em pânico. Quedas fortes (e subidas fortes) fazem parte do DNA do Bitcoin.

Muitos analistas de mercado apontam que a faixa dos US$ 64 mil a US$ 65 mil é uma zona de "suporte", ou seja, um piso importante. Se o preço se mantiver aí, o susto pode passar. Se cair mais, pode chegar perto dos US$ 60 mil antes de voltar a subir.

A lição que fica é a importância da diversificação. O Bitcoin é um ativo revolucionário para o longo prazo, mas para quem precisa de estabilidade imediata no mercado internacional, manter parte do patrimônio em dólares digitais ancorados é o ideal. Se quiser saber como fazer isso, confira o nosso artigo: Como Ter Renda em Dólar de Forma Simples: O Mundo das Criptos e do USDT.

Em momentos de caos, o pior erro é vender tudo no desespero. Estude o mercado, entenda o jogo e siga o plano!